Acho que o segredo para gostar do livro A garota na teia de aranha é estar ciente que não é StiegLarsson que o escreveu. Parece que é algo simples e obvio porem não é o que acontece no geral. Particularmente eu gostei muito do livro, talvez por ser fã da série e por não colocar grandes expectativas, o que eu esperava realmente é reencontrar meus personagens favoritos da série e reencontrar a minha personagem favorita na literatura: Lisbeth Salander.
Em minha opinião David Lagergrantz constrói muito bem os novos personagens que foram introduzidos neste quarto volume, ele não despende muito tempo contextualizando antigos personagens, sinceramente não sei se é algo bom ou ruim, para mim a experiência foi boa, mas no fundo penso que o livro tem que ser independente e poder ser lido sem o conhecimento do s demais. Só achei falta de personagens comuns e medíocres, todos no universo de David Lagergrantz são super profissionais, super boas pessoas ou super vilões.
David Lagergrantz consegue introduzir a série em uma nova era, nos faz sentir que a historia se passa no momento em que vivemos. Em A Garota na teia de Aranha Lisbeth Salander e a Millenium estão de volta para desvendar um crime cometido, o crime envolve pessoas importantes e o mercado da espionagem industrial.
Uma das coisas que não me agradou no começo do livro, e isto é algo muito pessoal porque sou Analista de sistemas, são os momentos que ele tenta descrever técnicas hacker de invasão, me parece que ele tenha pesquisado um pouco e consegue usar isso no livro, mas para quem é da área é algo que “desce quadrado” na garganta.
Outra coisa que eu senti falta neste livro, e talvez eu seja o único leitor que sentiu falta de um pouco de sexo. Temos Salander e Blonkist dois predadores, além de vários outros personagens.
No geral eu gostei do livro, é um bom livro policial que agradaria a maioria das pessoas que gostam do gênero, basta estar ciente que não é Stieg Larsson quem o escreveu.